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Crítica | SiREN (2016)

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Crítica SiREN (2016) resenha

Para quem viu a antologia V/H/S, SiREN dispensa apresentações. O longa é inspirado em dos segmentos mais assustadores de toda franquia. Amateur Night de David Bruckner conta história de um grupo de amigos que estão em um clube noturno quando arrastam algumas garotas para o seu quarto. O que eles não sabem é que entre elas está uma mulher demônio que fica obcecada por um dos rapazes e que fará de tudo para ficar com ele para sempre.

Em SiREN a história muda um pouco. Na verdade ela tem que mudar para dar conteúdo ao longa e novas camadas são adicionadas à trama.

Jonah vai se casar e seu irmão, Mac, organiza uma despedida de solteiro para que ele e seus amigos Rend e Elliot tenham uma última noite de liberdade regado de bebidas, mulheres e… drogas.

Porém chegando lá o lugar escolhido pelo seu irmão não se mostra muito interessante. Percebendo a frustração um estranho indica um outro lugar no qual eles irão encontrar tudo que estão procurando.

O estranho então os guia até uma mansão estranha – enfiada nos confins de um pântano lá em só Deus sabe onde – frequentada por toda a sorte de tipos bizarros, que dão claros indícios de serem membros de um culto Satânico. Mas diante da promessa de diversão sem limites, os quatro, mesmo se sentindo incomodados, decidem ficar.

É nesse momento que são abordados pelo excêntrico proprietário do estabelecimento que promete a Jonah a experiência de sua vida. Ele o leva até uma jovem, Lilith, aprisionada em uma caixa de vidro, com um canto que o coloca em um tipo de transe extasiante. Enquanto seus amigos esperam sem saber o que os aguarda, Jonah decide salvá-la e a liberta.

Agora eles devem fugir de Mr. Nyx e de seus capangas e ainda lidar com Lilith e com a sua obsessão por Jonah.

Antes de começar a falar qualquer coisa a respeito desse filme é preciso dizer que SiREN foi feito para televisão. Portanto não é recomendável esperar muita coisa. Isso fica evidente logo nos primeiros segundos quando a trilha sonora nos mostra que será um dos principais detratores do longa.

As atuações também são um problema. Tirando Chase Williamson (Jonah) o filme é muito mal atuado. Justin Welborn (Mr. Nyx), que interpretou o mágico maluco em um dos segmentos de V/H/S. Faz um vilão caricato e exagerado demais na atuação.

A maquiagem também não ajuda e a mulher demônio de SiREN não chega nem perto da que vimos em V/H/S. Por outro lado os efeitos visuais utilizados para compor a criatura são de razoáveis para bons e não decepcionam.

O verdadeiro impacto do segmento Amateur Night é a revelação da mulher demônio, que aqui já não tem mais força nenhuma. Alguns momentos icônicos do curta foram reutilizados, mas nenhum deles consegue reproduzir o mesmo efeito do original.

Um ponto digno de nota é que Hanna Fiermann passa o filme inteiro nua e em nenhum momento esse fato foi explorado de forma vulgar. Exceto em uma cena de sexo “demoniacamente” desnecessária que acaba com qualquer pretensão de que SiREN continue a ser levado à sério e que certamente vai levar muita gente ao riso.

A partir daí SiREN entra em um modo de perseguição desenfreada que, por mais agitada que seja, não é capaz de prender a atenção e as falhas no roteiro criam uma verdadeira bagunça. Qualquer coisa se torna mais interessante do que tentar acompanhar a história.

Mas ainda assim, por incrível que pareça, o final é interessante. Certamente não é suficiente para salvar SiREN da desgraça, mas pelo menos ela não é completa.

Considerando que Amateur Night é um dos melhores segmentos realmente bons de toda a franquia V/H/S, SiREN acaba sendo uma grande decepção. O filme não deixa claro à que veio e cria situações tão ridículas que transformou uma história assustadora em um pastelão sem pé nem cabeça.

3.5
Ruinzinho demais!

Veredito

Considerando que Amateur Night é um dos melhores segmentos realmente bons de toda a franquia 'V/H/S', 'SiREN' acaba sendo uma grande decepção. O filme não deixa claro à que veio e cria situações tão ridículas que transformou uma história assustadora em um pastelão sem pé nem cabeça.

  • Nota Geral 3.5
  • Deoclecio Tupinamba

    o pior e que o fim lembra muito Olhos Famintos